Caro(a) Colega,
há uma imagem curiosa no Direito.
A de que, diante de um caso difícil, não existe apenas uma resposta pronta esperando para ser encontrada — mas diferentes caminhos possíveis, todos com algum grau de justificativa.
Ronald Dworkin sugeria algo próximo disso ao tratar o Direito como uma prática interpretativa.
Não no sentido de liberdade absoluta.
Mas no sentido de que, muitas vezes, o trabalho jurídico está menos em “descobrir” uma resposta e mais em construir a melhor resposta possível.
Na prática, isso aparece de forma sutil.
Há momentos em que o texto parece claro — e ainda assim exige escolha.
Momentos em que o argumento decisivo não está explícito — mas precisa ser desenvolvido.
Talvez por isso a advocacia tenha algo de menos mecânico do que se costuma imaginar.
E algo de mais criativo do que normalmente se admite.
Um abraço,
Ana Clara Macedo
Diretora de Conteúdo Jurídico da Editora Memória Forense |
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